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160- Se ainda venta...

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    Dia desses, enquanto ajeitava a casa, aproveitei o momento para varrer um cômodo que tem a frente uma pequena varanda, local onde estão as plantas da casa. Era uma manhã fresca de sábado. Crianças alegres e agitadas, brincando e exalando a energia tão deles. E eu mãe, adulta, querendo calmaria, organização e uma possível tranquilidade. Enquanto organizava, deixei a porta aberta para que o calor do sol trouxesse sua energia valiosa para nossa casa, espantando o desânimo e qualquer rastro de tristeza que pudesse fazer morada. Coisinhas no lugar, estava pronta para varrer. Olha, dentro das obrigações domésticas, muitas me trazem paz, varrer é uma delas. Mas eu varria pra frente a poeira seguia pro lado, varria pro lado e a poeira voltava para traz. Ventava gostoso e não era minha vontade perder aquela experiência refrescante. Quem é do Vale do Aço, entende a importância de um bom vento, rs*. Parei no meio da sala com a vassoura entre os braços olhando para a varan...

159- Tesouro

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  " Lá está o meu tesouro, lá aonde não há choro, onde todos cantaremos juntos, hinos de louvor..." Carta restrita aos meus amigos. Desde muito nova percebia nos grupos em que meus pais participavam, que existiam pessoas para conviver porque assim era necessário e pessoas que além da convivência traziam consigo o dom precioso da amizade. E quão grata sou pela vida dos que a mim ofertaram esse dom tão valioso. No último mês, instigada por uma afirmativa do nosso primogênito, propus aos que me conheciam a realização de uma ação solidária. Entre a data inicial e a final, tínhamos 13 dias. Dentro da proposta apresentada o resultado final superou minhas expectativas. Cada doação que chegava trazia consigo uma alegria que a todos contagiava. Foi mais que valor financeiro. Foi acolhida, confiança, foi respeito e amizade. As publicações chegaram onde eu não imaginava e tocou o coração de pessoas especiais. Recebi carinho em forma de palavras dos que se sensibilizaram e muitos abraços...

158- Foi lá e fez!

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  Dia desses em viagem com a família, pousamos numa cidade histórica muita querida por mim. Queria eu que nossos filhos a conhecessem. Escutassem as histórias oriundas de seu povo e compreendessem de forma lúdica nesse primeiro momento que somos parte, na singeleza, da preciosidade que lhes foi apresentado. E nem foi preciso forçar. Eles tomaram posse da história. Queriam conhecer os detalhes. Os olhos brilhavam há cada descoberta. E os pais bobos que são, mineiros por graça de Deus, se realizavam. A noite chegou e nós, admirando as luzes de um dos pontos centrais turísticos fomos interrompidos por um jovem adulto que nos oferecia a proposta de finalizarmos a noite em um restaurante próximo e que seria interessante também para as crianças. Perfeito para os pés cansados. Muito simpático, se ofereceu para tirar foto de nossa família e após nos entregou um folder explicativo. Tudo bem até ai. Nem analisamos outras propostas, seguimos o mapa e fomos muito bem recebidos na...

157- A cada dia basta o seu cuidado

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  Compreender a dinâmica no processo da vida pode nos parecer um mistério. Uma grande parcela dos nossos dias nossas emoções estão controladas, os dias se não estão calmos, estão pelo menos amenos. Temos dias de emoções intensas, radiantes, exuberantes. Que abastecem nossa existência com novos sentidos para viver. E temos também nossos momentos de baixa. Aqueles em que a energia parece escapar pelos dedos sem depender de nós o controle. No evangelho de São Mateus capítulo 6 versículo 34 Jesus nos deixa um recado – “A cada dia basta o seu cuidado”. Quando tudo esta calmo, estamos sempre desejando algo maior. É admirável, esperado daquele que não se paralisa e que quer ir além. Uns louvam e outros se acomodam. Quando os dias intensos de alegria chegam, acreditamos que é totalmente por merecimento. Que fomos bons o bastante diante aos olhos de Deus, por isso ganhamos a oportunidade. Uns louvam em agradecimento e outros se envaidecem. E quando tudo foge ao nosso controle somos instigad...

156- A beleza importa

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  Tive conhecimento de uma frase há não muito tempo e sem hesitar concordei com ela. “A beleza salvará o mundo”   Fiódor Dostoiéyski Concordei mas não pensei na abrangência dessa pequena afirmação. Como é agradável ao abrir os olhos enxergar a beleza na simplicidade de uma organização dentro do quarto. Uma mensagem é passado ao consciente de que é possível dar novos passos com segurança, porque mesmo se o barco balançar o meu equilíbrio interior esta resguardado. Há, mas se o contrário acontece, se meu quarto – meu mundo doméstico – está bagunçado, eu não me acho, não me encontro, perco a direção, a orientação. E quando dele saio já estou tão agitada que a mensagem passada ao meus consciente é de que serei levada pelo balanço das ondas. A mensagem que meu cérebro receberá ao iniciar o dia terá um peso na construção dos meus passos dentro da minha jornada. E a imagem que passo sobre mim? Simplicidade não é sinônimo de desleixo. Preciso me arrumar para a vida. V...

155- Meu Sistema de Informação

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  Para quem ainda não sabe, sou profissional da área de Tecnologia da Informação com muito orgulho. Meu coração sempre bateu forte pelo assuntos relacionados à mente humana, mas em compensação meu racional adora uma análise de dados. E nesse universo vejo que os extremos se completam para minha felicidade. Nossa vida é cheia de histórias, causos, aprendizados, imagens, sons, músicas, propagandas, cheiros, juras de amor eterno que finalizam com 30 dias, sofrimentos imensuráveis que não duraram uma estação, de chegadas e partidas. Tudo isso precisa ser armazenado em algum lugar, para que tenha sentido nossa existência. No HD do nosso coração estão guardados momentos preciosos, aqueles que o tempo não apaga. E no CLOUD (nuvem) de nossa memória guardamos o trivial, mas que não perdem seu grau de importância. Alguém de minha estima costuma dizer que tem um estoque de memórias inúteis bem armazenado. Que de inúteis não tem nada.  Desse estoque saem letras de músicas da nos...

154- Perfume da casa

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  Hoje esposa, dona de casa, mãe, profissional e com alguns outros predicados, sempre me pego sorrindo ao encontrar no chão da cozinha uma casca de cebola. Sinal de vida. Quando solteira na casa dos meus pais encontrar essas cascas de cebola no chão da cozinha era rotina. E olha que não era por motivo da falta de zelo, pelo contrário. Zinha e Zé (carinhosamente meus pais – nossos né Haenderson) são cozinheiros de mão cheia. Inventam e reinventam. O arroz com feijão nunca é o mesmo. O preparo envolve pensamentos, criatividade, temperos, cheiros e espera. Na espera os sabores se encontram, os cheiros espalham e o paladar é conquistado. Com todas as praticidades da vida moderna sinto que deixamos nossas casas sem o cheirinho que as identifique. Lembro de na infância sentir o cheiro de bolo caseiro nos fazia parecer como os desenhos em que os personagens fecham os olhos e somente seguem os rastros deixados pelas receitas. Arroz, feijão, bife e batata frita. Poderia soar c...