184- Caro leitor!!
Caro leitor,
Parece que esta escritora que vos
escreve está um tanto quanto nostálgica, por assim dizer.
Em tempos de bicicletas elétricas
ela traz lembranças de um tempo não vivido – século XIX.
Acho que me empolguei com os folhetins
tão famosos de Bridgerton
Voltemos a narrativa de costume.
Curto demais assistir a desenhos
e filmes de princesas, gosto do enredo, do encantamento, das vestes, do
cenário. Gosto mesmo.
Me pego pensando como seria se eu
tivesse vivido naquela época, rs*. Se seria a apaixonada ou a rebelde. Qual
seria o palpite de vocês?
Sou caçula de 2 (na verdade somos
4, duas voltaram para a casa do Pai antes de abrirem os olhos ao mundo). Eu e
meu irmão temos uma diferença de idade boa. E quando chegou a minha hora de
lembrar das brincadeiras da infância ele já tinha suas obrigações em horários
diferentes aos meus. Então me recordo pouco. Brinquei muito sozinha.
Sempre gostei de brincar de
bonecas. Nas fotos que tenho e nas memórias familiares, não temos a lembrança
de uma criança mal vestida, pelo contrário, sempre arrumadinha. O pesadelo veio
na adolescência (história para um próximo texto).
Quando o mundo das princesas me
foi revelado ele me arrancou suspiros.
Vestidos longos, cabelos
impecáveis, castelo, cavalos e o príncipe encantado. Ah gente, parem de me
julgar internamente heim.
Desejei tudo isso para mim
também.
Fui crescendo e novos filmes
foram adicionados a construção da Hathyelle de hoje.
O cenário traria amizades
verdadeiras, trairagens, uma vida cheia de propósito, vida profissional
favorável, lutas, dramas e conquistas, chegadas e partidas, um namoro que
iniciava na infância e seria para a vida toda. Aquele filme de sessão da tarde
que deixa o coração quentinho. Também gosto destes.
A vida real não é um conto de
fadas, bem sei. E não fiquei decepcionada viu.
Eu sempre tive em mente que as
histórias eram recortes de uma história ainda maior. É a apresentação do
extraordinário em cartaz, mas o que sustentava mesmo era a vida ordinária por
traz das cortinas. E como isso me fez bem.
Sabe por quê?
Porquê a minha história tem toques de contos de fada. E a sua também, é só ter coragem para analisar.
As vezes sou Cinderela, dançando
em salão com meu esposo, vestida como uma princesa. Outras vezes sou Moana,
desbravando o mundo descabelada com garra e coragem. Outras vezes sou a Bela
Adormecida que de tantas cobranças dos outros acabo dormindo de cansaço e
acordando com um beijo real do meu Príncipe. Ahh também sou a Chapeuzinho
Vermelho... ahh sou mesma, na correria dos dias com nossos pequenos em nosso
carro vermelho (é serio, sempre quis um carro vermelho, e ele veio muito melhor
do que eu pudesse ter sonhado).
Sou a Branca de Neve, a Rapunzel,
Merida, Jasmine, Ariel, Tiana.
Mas também sou a Cinderela antes
do baile, que limpa a casa, cuida dos seus e muita vezes duvida de sua
capacidade. Sim, sou assim também.
Bem acredito que todas os contos
foram baseados em histórias reais e que ganhou ludicidade para que boas lições
fossem aprendidas mais facilmente a um número maior de pessoas.
Enquanto junto os pensamentos e
os transcrevo, lembro de minha formatura do 2º Grau (Ensino Médio para os mais
novos). Meu vestido para o baile foi feito sob medida. Longo, azul escuro,
seguindo um modelo apresentado por uma famosa atriz em sua noite de gala no
Oscar. Um grande momento!!
Lembro do dia em que com minha
mãe, fomos escolher o vestido que usaria no casamento. Quanta emoção.
Tá bom, sou romântica mesmo. De
um jeito um pouco mais racional e levado, mas sou. Umas vezes Fiona outras
Cinderela, e está tudo bem.
Muita coisa não aconteceu como
nos filmes e desenhos.
Fazer essa reflexão tira o peso
do que não foi realizado em comparação aos contos e traz a alegria do enredo
acrescentado em minha vida que deixa tudo ainda mais emocionante.
Não se preocupem, minha
inspiração nos folhetins da Lady Whistledown’s encerra por aqui.
Com os melhores cumprimentos.
Lady ThyThy.
PS: Imagem original com fundo feito em IA. Segue abaixo a versão original

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