185- Dia de faxina.
Tá doido... Um pouco mais de 2 meses
sem nenhuma palavrinha?? Isso mesmo Brasil??
Ainda bem que Lady Thy
Thy foi um ensaio baseado no romance Bridgerton, caso
contrário já teria sido demitida por pouca entrega de conteúdo.
Analisando aqui estou muito relapsa
mesmo. Não comemorei pelas letras meu aniversário natalício e nem mesmo meu 2º
ano na jornada como terapeuta.
A correria dos dias afasta de nós
momentos especiais, poderia dizer que está tudo bem – não estaria mentindo- mas
também gera um ponto de alerta. Pois se nos acostumamos com a correria, deixamos
passar por entre os dedos as delícias da vida.
E falando em delícias, venho hoje
sugerir algo para vocês.
Que tal fazer uma faxina? Aquela
detalhada, nos cantinhos, trocando os paninhos da cozinha, levantando as
cadeiras, trocando as roupas de cama e banho, sacudindo a poeira dos tapetes e
cortinas, ariando as tampas das panelas... topa?
Podem respirar, não estou romantizando
a personagem da GATA BORRALHEIRA (Cinderela para os íntimos,
como eu).
Já pensaram né, lá vem a Hathyelle com
alguma crônica baseada nas princesas.
Poderia. Mas a intenção não é esta.
Qual foi a última vez que no íntimo do
seu coração você pediu para que Deus tivesse livre acesso a sua morada?
Qual foi a última vez que você em
oração se desnudou, apresentou aquela sujeira que por algum motivo foi colocada
por baixo do tapete?
Qual foi a última vez que não colocou
obstáculos, levantou todos os móveis e deixou com que Deus limpasse cada
cantinho de sua vida?
Aqueles excessos, aquelas gorduras
entranhadas no rejunte de nossas paredes, quanto tempo desde a última vez que a
permissão para a limpeza profunda, usando um CIF celestial, foi concedida?
Somos, todos nós, acumuladores. De
nossos vícios, de nossas sujeiras íntimas. Nossa morada passa facilmente pela
aprovação humana no quesito limpeza, porque ela não vê o profundo de nossas
almas. Temos muitos copos com as beiradas quebradas, bibelôs rachados, páginas
rasgadas e panos manchados guardados no armário da estimação. Temos medo do que
será feito quando dermos ao Senhor acesso. O que nos será tirado? O que será
restaurado?
O texto tem um tom religioso sim.
E ele leva o respeito por onde quer que passe.
Acordei hoje com esta inspiração e não
poderia deixar ela passar sem transformá-la em texto.
Por vezes eu disse ao Senhor que ele tem
livre acesso em minha vida. Mas quantas foram as vezes que eu verbalizei isso
com a sinceridade do meu coração? Eu sei que foram muitas as vezes que disse
mas não passei as chaves e em outras vezes deixei entrar mas mantive alguns
armários trancados. E contigo, qual é a sua realidade?
Por aqui vou terminando deixando para
você este convite. Bora faxinar?
Foto de PuroClean of Fort Worth na Unsplash

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