181- Aprendizado.
Domingo nossa família foi
convidada para a comemoração do aniversário de uma pessoinha muito especial
para nós. Claro que fomos né!!
Nos sentimos em casa.
Tudo na mais perfeita harmonia. Anfitriões
que moram em nossos corações sem pagar aluguel. Ambiente maravilhoso, com
pessoas espetaculares, dia ensolarado, crianças aproveitando, um churrasqueiro
que mais parecia um restaurante ambulante por tamanha entrega em seus preparos.
Os convidados pareciam todos já
terem chegado, quando um carro entra pelo portão e nos surpreende.
A dona da casa (nossa linda amiga
Aline) os recebe de braços abertos –
como faz com todos aqueles com quem encontra. Seu esposo os apresenta aos
demais dando-lhes a certeza de que poderiam ficar à vontade.
Conversa vai, conversa vem e
tenho a oportunidade de me certificar de que também conhecia alguém dentre
aqueles que desceram do carro. Que feliz reencontro. Ela que com suas
habilidades aliviaram minhas dores nos pés durante minha primeira gestação. Uma
simpatia em pessoa. Doze anos se passaram e por sua acolhida, ficou parecendo
que éramos amigas de uma vida inteira. Néia
obrigada viu, você tem mãos de fada!
Ela então nos apresenta ao seu esposo,
um empresário em nossa região muito bem conceituado. Conhecia o nome, mas não a
pessoa. E em uma roda de conversas sou apresentada a mãe dele.
Entravam e saiam pessoas da mesa
em que estávamos e nos três permanecemos. Muitas histórias, vários sorrisos e
até aquele silêncio que chega a ferir a alma. Uma verdadeira enciclopédia de
humildade.
A conversa me fez lucrar vários ensinamentos sobre fé,
confiança, família, sobre decisões, espera, sobre sorrir em meio a lágrimas.
Com suas palavras simples e sua gentileza no trato me ensinou mais que muitos
livros de escritores renomados.
Ela me ensinou um pouco mais
sobre a vida. Aquela sem filtros, sem retoques. Uma vida entregue aos seus, na
confiança D’Aquele que Tudo Pode.
Nossas partilhas pausaram quando
fomos cantar o parabéns para a aniversariante. E o meu coração transbordou.
Antes deles irem embora da
comemoração (porque a pessoinha aqui
ficou um tempo a mais), nos despedimos carinhosamente. A senhora segurando minhas
mãos e olhando dentro dos meus olhos me agradeceu pelo tempo que partilhamos
ali – oh gente, não sabe ela que serei eu eternamente grata por tamanho
aprendizado. Fui até convidada para tomar um café e comer um bolinho (faz isso
comigo não ...rs*).
Retornando para casa fiquei
pensativa sobre como a vida é preciosa e como uma partilha pode gerar em nós
transformação.
O perfume de DEUS que por vezes
buscamos sentir em situações prováveis foi sentido por mim em um momento
improvável.

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