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140- Carta aberta às minhas flores!!!

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  Das inúmeras lições aprendidas durante a pandemia, uma fui mais resistente ao aprendizado – assistir/ouvir séries enquanto executava alguma atividade doméstica. Por gostar muito de assistir a filmes e ter satisfação na contemplação dessa arte, sempre achei necessário dedicar tempo e atenção, quando o escolhia fazer. Trilhar um novo caminho não estava nos meus planos.   Ai, eis que uma pessoa muito especial de meu convívio diário sempre comentava utilizar dessa façanha para conseguir assistir seus filmes e séries escolhidas. Torcia meu nariz negativando, mas acolhia sua partilha. Como gota d’água em pedra dura, depois de ouvir que esse exercício era válido cedi a tentativa. Escolhi um título não muito chamativo e enquanto cozinhava para a família posicionei o celular de forma que eu pudesse ouvir claramente e ver quando fosse possível algumas cenas. Num é que deu certo!!! Felicidade abraçou meu coração entristecido por há muito não conseguir colocar em dia os lançamento...

139- Me basto!

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  Por vezes situações acontecem bem pertinho de mim e me deixam horas, dias, meses pensativa. Fui à uma loja adquirir capinha para meu celular e em meio a procura pela capinha perfeita, fui apresentada a uma com o desenho de uma deslumbrante garota com a seguinte frase “Eu me basto”. Gatilho perfeito para uma reflexão prolongada. Dessas verdades que precisam ser impostas a todo e qualquer custo. A maquiam das mais diversas cores para agradar os variados gostos. Não posso responder pelos demais, mas devo analisar minha estrutura diante dessa verdade que tentam me vender. Sozinha consigo sim dar alguns passos, mas não vou longe. Minha meta é exatamente oposta, quero ir longe, devagar, mas quero percorrer um longo caminho e sozinha seria muito maçante. Sozinha não consigo ser família. Sozinha sou apenas um indivíduo. Sozinha não passo raiva com o outro – isso é bom – mas também não dou gargalhadas com nossos casos e causos. Sozinha não preciso dividir o chocolate e tam...

138- Estabelecer

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  " Quanto tempo faz eu já nem me lembro mais ..."  (Preço do amor / Ziza Fernandes) – pego o trecho dessa canção que tanto gosto como referência para dizer que faz muito tempo desde nossa última postagem. Muitas águas passaram por debaixo da ponte da vida, muitas emoções!! A gente até fica sem escrever, mas sem refletir jamais. As vozes de minha consciência precisam ser nutridas com boas leituras, bons filmes, bons exemplos, para que seja possível meditar sobre o todo apoiada em base sólidas. E como esse processo é gratificante, o que no primeiro momento as vezes soa como cansativo, chega ao final de cada lição dando leveza pra alma. E refletindo sobre a vida, me peguei olhando para o nome que carrega o Blog – Restabeleça. Para restabelecer eu preciso ter algo que em algum momento foi estabelecido. E isso é básico no entendimento. Recorrendo ao dicionário encontrei a seguinte definição: estabelecer verbo 1.     1. transitivo direto e bitra...

137- Eu e o Sol

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Com alegria que faz o coração ficar quentinho compartilho com vocês a novidade, o novo livro - EU E O SOL - foi oficialmente lançado. Dia 07 de junho de 2021 iniciava essa nova jornada que teve como motivação uma simples foto. Em abril deste ano o projeto tomou forma concreta.  Equipe diagramadora conseguiu achar a imagem que representava bem a ideia e fez uma linda capa. E desde então o apresentei em nossa página no Instagram. A generosidade do Pai não são econômicas conosco e posso sentir isso todos os dias. Não seria diferente nesse projeto. Muito temos ainda que caminhar, mas já posso agradecer o carinho dos familiares e amigos que se entusiasmaram e apoiaram todas as etapas. Causei curiosidade??? Venha conhecer.

136- 6 Anos

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  19 de fevereiro passou e nem tive a sensibilidade de comemorar... Tantas coisas acontecendo dentro dessa cabecinha, que me perdi. Felizmente todo dia o milagre da vida nos presenteia com uma comemoração, então a celebração mesmo que tardia de uma data não faz com que ela perca o brilho, pelo contrário, faz ecoar o alegria que estava presa no peito. Não querendo justificar já o fazendo, a ideia principal de Restabelecer gerou uma ramificação e ela tem ganhado minha dedicação e atenção desde junho do ano passado. Com suas idas e vindas me perdi no calendário. 6 anos desde a primeira publicação. Foram 135 textos publicados, 100 comentários preciosos e 11.262 visualizações. Compilação de um livro que leva o mesmo nome do Blog e uma chuva de emoções. Só tenho o que agradecer. Pela parceria, por me instigarem na produção de novos textos, pelas partilhas de suas vidas e reflexões de nossas histórias. Somente agora dei conta que em 2022 não havia publicado nenhum texto...

135- Insensível

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  Lendo os noticiários de um tempo pra cá, algo tem me incomodado grandemente. A insensibilidade no trato com o outro. Uma necessidade de registrar em vídeo os acontecimentos, mas pouca coragem para proteger alguém que está sofrendo alguma agressão. Como se a vida fosse um set de filmagem contínuo. Não se grita por socorro, não existem ligações com pedido de ajuda, porque estão todos ocupados demais registrando para que possa ser postado. Em um dos jornais locais assisti a uma reportagem intrigante.  A imagem começava distante e só era possível ver um homem de pé chutando algo no chão. No aproximar do carro e na continuidade da gravação não se ouve ninguém gritando com a intenção de afugentar o homem que estava de pé. O carro passa ao lado e então é possível ver que o homem chutava a cabeça de um outro homem desmaiado no chão. Nenhum carro parou. Ninguém gritou para que ele parasse. Nenhuma fala ameaçando ligar para a polícia. Nada. E o homem que estava desm...

134- Você já tirou uma peça do meio de uma pilha??

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    Sendo a resposta é afirmativa, sabe bem o que acontece. Se falta jeito ou ajuda nesse processo engenhoso corremos um grande risco da pilha desmoronar e uma bagunça grande acontecer. Legal é fazer a relação desses pequenos acontecimentos com o desdobrar de nossas vidas. Dentro de minha história existem várias pilhas com peças de tamanhos variados. Algumas estão perfeitamente organizadas, outras nem tanto. Às vezes me pego tentando retirar uma peça que está bem no meio da pilha sozinha. A bagunça que já existia aumenta e por vezes chego a acreditar que valeu a pena o desmoronar para a retirada da peça. Em um futuro próximo volto para organizar (minto para mim, porque sei que na verdade só voltarei se for realmente necessário). E a bagunça aumenta. As peças são realmente as mais variadas. Nossas emoções, nossas ações, nossos momentos – todos eles (bons e ruins), nossas escolhas... Uma vez colocada uma peça em nossas pilhas, não é possível retirar, ou até mesmo t...