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87- Castelo interior!

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Quando conversamos com pessoas e conseguimos ultrapassar a barreira do superficial alcançamos uma área muito íntima do outro. E esse é um processo delicado. Outro dia estava tendo uma conversa casual com um conhecido, lembramo-nos de um passado próximo, demos algumas risadas, respondemos alguns questionamentos, tudo dentro de um padrão. De repente senti que as coisas não estavam tão bem assim como havia pintado... O tempo parece ter parado e antes mesmo de que eu fizesse a pergunta ele me olhou nos olhos e partilhou a dor por acompanhar um ente querido acamado há anos. Gente... minha primeira reação foi a de silenciar, de digerir o que estava ouvindo. Como se estivesse em um filme, passou em minha mente vários momentos felizes com esse conhecido, várias conquistas e não conseguia identificar onde eu tinha falhado na percepção, o que tinha escapulido entre meus dedos para que eu pudesse ter sido tão insensível a dor dele. Mas antes que eu pudesse encontrar uma resposta raci...

86- Toalha quente...

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Muitos são os “ditos populares” utilizados por todos nós continuamente e muitos são os que expressamos sem entender bem o seu significado de fato. Em das tardes quentes de primavera de nossa cidade fomos para a casa dos meus pais. Envolvemos-nos em diversas atividades com nossos pequenos, o calor estava tanto que não tinha outra ação mais indicada do que um delicioso banho. Assim o fizemos com os dois, que entraram resistentes porque não queriam parar de brincar, assim que entraram sentiram quão bom estava a sensação do banho que não queriam mais sair. Tarefa executada me senti um tanto quanto exausta, sentei para descansar em uma das cadeiras da cozinha. Minha mãe entrou no local me observando, quando se aproximou de mim aconselhou-me a também tomar um banho. Minha primeira resposta foi de recusa (igual aos nossos pequenos), mas ela com todo jeitinho de mãe me convenceu... Não tive como desobedecer! Liguei o chuveiro e iniciei meu processo... A água caia com sua forç...

85- Nossas marchas!

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Quem tem autorização para dirigir – CNH, sabe bem como é todo o processo. Quando se consegue a aprovação temos a falsa idéia de que já sabemos dirigir, o que acontece é que ao ser aprovado o cidadão esta oficialmente habilitado para iniciar seu processo de aprendizado diário sobre o que é dirigir. E comigo não poderia ser diferente. Consegui minha autorização depois de 2 reprovações dolorosas (dolorosa porque é um custo cada reprovação e quando não se tem muito, qualquer valor que se perde é bem penoso). Quando era mais nova falava aos meus amigos que quando fizesse 18 anos iria tirar minha carteira para poder viajar para a cidade natal dos meus pais sempre que possível. A realidade foi bem outra.  Coloquei muitas prioridades a frente da minha tão sonhada carteira e só iniciei o processo depois que finalizei minha graduação e já estava no meio da pós. Quando ela então chegou existia em mim uma euforia misturada com medo (uma dose maior de medo do que de euforia...

84- “A roda do ônibus roda roda, roda roda, roda roda..”

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“A roda do ônibus roda roda, roda roda, roda roda..” Já ouviu essa canção infantil?? E nossa vida é assim, um constante roda. Tenho me assustado com o fato de muitos tentarem reinventar a roda... a deixando quadrada, oval, retangular.. enfim, gerando um novo item que não é a roda. Outro dia assistindo televisão, vi uma chamada que me deixou “passada”. Uma chef de cozinha ensinando a cortar um abacate....para tudo.. como assim??? Ensinando a cortar um simples abacate é isso mesmo produção? Minha primeira reação foi exatamente essa indignação, perplexidade. O que esperar de uma população que não tem dado conta de realizar ações simples? Pensativa fui ao encontro de respostas nas ações rotineiras de minha vida e da vida dos que me são próximos. Estamos educando nossos filhos para serem os melhores: melhores alunos, melhores atletas, poliglotas, especialistas em tecnologia, leitores compulsivos... e quando se sentirem cansados, precisam ser os melhores na a...

83- Mãos

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Como andam suas mãos? Pode parecer estranha a pergunta... Vamos fazer um exercício... Olhe para sua mão, observe os detalhes, cada marquinha. Passe os olhos do dedo mínimo ao polegar, de um lado e do outro. Como ela esta? Cheia de rugas? Lisinha ou áspera? Calos? Dores? Com as unhas sujas ou limpas? Já parou para pensar que toda sua vida passa por suas mãos? São por elas que gesticulamos, fazemos carinho e que também batemos, fazemos deliciosas comidas e pegamos o lixo, lavamos o corpo e o copo, escrevemos, digitamos, varremos, dirigimos. Elas que nos auxiliam quando vamos entrar no automóvel, que pegam o livro que iremos ler, que tocam algum tipo de instrumento. Por elas conseguimos pegar a mão do outro, secamos suas lágrimas e o ajudamos na travessia da rua. São o primeiro contato do bebe fora da barriga da mamãe  e o último contato do corpo já sem vida. Com as mãos postas nos unimos em oração. Produzimos o som das palmas que homenageia...

82- Bye!!

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Já tem um tempinho que não nos falamos não é mesmo... e o motivo é: a falta de palavras. Sim... existem vários momentos na vida que as milhares de palavras existentes não conseguem tomar o lugar do silêncio. 20 e poucos dias ... questionamentos, angustia, dor, lágrimas, incertezas e certezas, busca, ausência, silêncio, oração. Tantas palavras não ditas, tantas imagens de uma vida, recordações, tanta culpa pela ausência, tanto respeito pela distância, tanta correria para justificar o comodismo. E ai tudo se finda em um piscar de olhos, sem o direito de um adeus...até logo. Agora não irei perguntar aos seus como esta, onde esta, quando nos veremos. Já não esta mais entre nós. O desejo é de que esteja alvejando sua alma, para que no descanso eterno possa aliviar todo o peso que carregava em seu jovem coração. Desde meu último olhar para você não teve um dia em que não me recordei de algum momento nosso... de seus olhos amendoados e de seu humor crítico. ...

81- ADEUS

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Sou uma pessoa grata sabe... Vou te explicar o por que. Fazendo uma análise temporal, consegui identificar a passagem de várias pessoas especiais em minha vida que por motivos mil tiveram que partir, não estou falando de falecimento, falo de distancia física, mudança de cidade, estado, país. Lembro da tristeza que senti quando fui informada sobre a mudança de cidade de uma “ Best friend ”. Estudávamos na mesma sala, a sintonia era super especial. Confidencias em uma idade cheias de sonhos. Os anos passaram e muitos outros amigos ficaram distantes. Uns foram estudar, outros mudaram com a família, foram a trabalho. Uns voltaram e muitos outros ainda estão distantes. O início essa distancia chega a doer, aparece o ciúme (“ será que encontrará outra amiga e esquecerá de mim?" ), a vida corrida diminuirá as correspondências e ligações. É realmente uma tempestade de vento. Algumas folhas são levadas, árvores caem, mas as resistentes sofrem com a força do vento,...